Líbano despeja toneladas de lixo tóxico, risco de contaminar países mediterrâneos

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(Photo: © Mohamed Azakir / Reuters)

A política externa no médio oriente da União Europeia está a falhar no Líbano, onde existe o despejo de toneladas de lixo tóxico no Mar Mediterrâneo constituindo uma ameaça para o planeta inteiro. Recentemente um ministro do governo do Líbano admitiu que a política feita em relação ao lixo resumiu-se ao despejo de dois milhões de toneladas de lixo tóxico no Mar Mediterrâneo.

Segundo escreve Martin Jay, para a RT, a sua investigação revelou factos chocantes e adianta que muitos editores de grandes medias não iriam acreditar, até agora. O aterro sanitário “Costa Brava” próximo do aeroporto de Beirute possui graves segredos discutidos por ambientalistas, académicos, e especialistas em corrupção que analisam a situação do aterro e estes transmitiram informações ao jornalista.

Martin Jay referiu no seu artigo que a União Europeia não só sabe sobre a operação de despejo de lixo no Mar Mediterrâneo assim como a embaixada da UE em Beirute mantém o seu silêncio em relação ao assunto. E isso porquê?
Martin Jay revela que a UE não quer irritar o governo Libanês que já é refugio para cerca de 2 milhões de refugiados Sírios.

O silêncio é em relação a um assunto que poderia ser a maior calamidade ambiental no leste do Mediterrâneo, que ameaça a saúde marinha, não só das pessoas locais, como dos europeus na Grécia. Jay refere que a UE está com medo que os Sírios possam abandonar o Líbano e migrarem para a Europa.

Centenas de milhões de euros são gastos a cada ano no policiamento dos estados-membros da União Europeia e em relação aos seus delitos ambientais. São centenas de empregos a mais para os eurocratas em instituições da UE, para filmes patrocinados pela União, para a criação de folhetos e spots de TV.

 E depois há UE para Serviço de ação externa, que teve os seus escândalos, e que orçamenta uns 700 milhões de euros por ano, muito deste dinheiro vai para o apoio generoso das embaixadas pelo mundo e “diplomatas que parecem viver o melhor da vida.”

No Líbano foi, claramente, para manter o governo deste pequeno país feliz a qualquer custo – Nem que isso comprometa a saúde dos Europeus, que contribuem com cerca de 150 mil milhões de euros por ano para manter o projeto em execução. — a corrupção vem de muitas formas.

O Líbano é classificado pela International Transparency como uns dos países mais corruptos do mundo. No entanto recebe mais de 200 milhões de euros por ano em dinheiro a partir de Bruxelas para conter 1,8 milhões de refugiados sírios. e mesmo assim não é um montante grande para as necessidades em causa. Com este fraco montante a UE consola-se a si mesmo que não terá nenhum problema dos refugiados do Líbano, em troca da contaminação de águas que provavelmente contaminará alguns dos seus 400 milhões de cidadãos, por nadarem em águas contaminadas ou comerem peixes contaminados. Adicionando à gradual extinção de tartarugas que aparecem mortas em praias Libanesas.

Negócio duvidoso e armadilhas de férias pela União Europeia, como relata Martin Jay escrevendo para a RT. De acordo com um dos principais especialistas académicos na Universidade Americana, confirmam que a poluição está dirigindo-se para a Europa.

A poluição nunca permanece num ponto, o oceano é como uma besta em que correntes estão sempre em movimento. Lixos e tóxicos moverão-se principalmente do sul para o norte, como esse é o vento predominante do Líbano.”

“O impacto ambiental sobre a água, vida animal, biodiversidade oceânica e todo o ecossistema marinho é degradante. Danos na saúde devidos à ingestão de peixe, aumento de bactérias no ar, infiltração da água do mar para os poços costeiros.” acrescentou o Professor Najat R. Saliba da AUB para o jornalista Martin Jay.

O deputado europeu Mike Hookem referiu: 

“Não só a vida do mar está em risco, como as pessoas, através de alimentos contaminados e de água poluída que se espalha através de países do Mediterrâneo, onde as pessoas vão de férias”.

“Paga-se pela crise na Síria”

Laury Haytayan é uma militante anti-corrupção no Líbano, que acredita que a União Europeia “certamente sabe sobre o despejo de lixo”, mas argumenta que o “lixo é a base para manter os políticos no poder, uma vez que trazem dinheiro”, incluindo os contratos de despejo do lixo “não é surpreendente que os projetos da União Europeia não funcionem.”

Tudo isto é apenas para pagar a crise de refugiados Sírios que a UE não pode obter pela obsessão de atacar Assad que está a lidar com o ISIS e a Russia. Mike Hooke

Em 1999, em Bruxelas, Martin Jay reportou o colapso da Comissão Europeia quando o executivo se demitiu depois de uma massiva nuvem de alegações de corrupção envolvendo comissários da UE em que os próprios manipulavam o sistema empregando amigos, alcançando contratos de milhões de euros. O escândalo não só criou um efeito holograma de culpa assim como espetacularmente falhou em desenraizar a corrupção de variadas instituições da UE.

O Processo de Barcelona, um ambicioso plano para aproximar países do Mediterrâneo para a esfera de Bruxelas foram banidos das relações quatro anos depois, revelando-se um falhanço nos interesses reais em questão de melhorar os direitos humanos na região.

No tratado de Lisboa em 2010, em que a União Europeia criou a sua própria política externa em conjunto com um orçamento de mil milhões de euros por ano para criar o seu “Serviço de Ação Externa”. No entanto desde que EEAS começou, os seus métodos de trabalho parecem exacerbar o quão corrupto é Bruxelas e provavelmente sempre será.

Escravidão encontra muitos dos refugiados e afeta especialmente crianças: https://youtu.be/vBpkmZAkwPE?list=PLg9JG6cLysaNWIVO13_pCU8F5GeOoInrP

Origem/Fonte: RT | Martin Jay @MartinRJay

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